Mãe partilha estado lastimoso do filho nas redes sociais para alertar, veja:

Essa é a história de Oliver Durling, um garoto do Canadá que foi simultaneamente acometido por uma doença rara e também por sarampo.

Sua mãe, Natasha Durling, compartilhou a história de Oliver nas redes sociais, descrevendo como seus sintomas confundiram os médicos por cinco dias antes de finalmente acertarem o diagnóstico.

Os sintomas de Oliver começaram com vômitos e diarreia, seguidos de fraqueza geral, olhos vermelhos, febre alta e dores musculares.

No quarto dia, a condição de Oliver piorou. Ele havia parado de se alimentar, beber líquidos e já não se levantava. Uma erupção surgiu no seu rosto e também no pescoço.

Levado ao hospital, os médicos suspeitaram que Oliver pudesse estar com sarampo, e por isso ele foi colocado em quarentena. No entanto, suas vacinas estavam em dia e ele não tinha manchas brancas na boca, típicas da presença de sarampo. Sua erupção cutânea também não era consistente com a doença.

“Apesar de sua febre alta, erupção cutânea, desidratação e estar em absoluta agonia, meu filho foi mandado para casa, e me instruíram a dar a ele Tylenol e Benadryl. Se piorar o quadro, posso levá-lo de volta”, escreveu Natasha no seu perfil na rede social.

No dia seguinte, Oliver estava “coberto da cabeça aos pés” com uma terrível erupção cutânea. “A febre dele permaneceu alta apesar da medicação e seus lábios inchados começaram a rachar e sangrar”, explicou a mãe do garoto.

Então, de regresso ao hospital, Oliver foi novamente colocado em quarentena por um possível caso de sarampo. Mas os médicos descartaram o sarampo porque ele havia sido vacinado e atribuíram seus sintomas a um vírus.

“Nessa hora, eu perdi minha a minha diplomacia”, escreveu Natasha. “Eu exigi que fizessem, no mínimo, exames de sangue e colocassem alguns fluidos em seu corpo obviamente desidratado!”.

Depois de alguns exames, o garoto começou a entrar em pânico, gritando que não estava enxergando nada, que tinha ficado cego. “Ele então começou a tremer, ficou rígido e caiu nos meus braços”, disse a mãe de Oliver. Na sequência, o garoto foi levado para a UTI, onde médicos e enfermeiros tentaram descobrir o que diabos estava acontecendo com ele”. 

Logo depois, os médicos finalmente chegaram a um diagnóstico: doença de Kawasaki. Após o diagnóstico, Oliver foi internado no hospital para uma bateria de testes.

“Ele passa por infusões de sangue e grita de dor a noite toda por causa do sangue inflamado, dor de estômago e articulações inflamadas, e vomita várias vezes”, escreveu a mãe de Oliver. “No entanto, sua condição melhorou rapidamente. Na manhã seguinte, sua erupção desapareceu e ele está se sentindo muito melhor!”, comemorou a mãe;

Mas quando os resultados de sua amostra de urina voltaram, descobriu-se que, afinal, ele também estava com sarampo.

Então, Oliver foi colocado em quarentena mais uma vez – como o único paciente conhecido a ter sarampo e doença de Kawasaki ao mesmo tempo, apesar de ter as vacinas atualizadas.

Depois que o garoto saiu da quarentena, sua mãe escreveu: “Felizmente ele não está mais contagioso e está se sentindo muito melhor! Eu me recusei novamente a ir para casa hoje, quero ver seu exame de sangue e outros testes normais antes de irmos a qualquer lugar”.

A mãe concluiu: “Eu tenho um homenzinho forte e corajoso! Eu não poderia estar mais orgulhosa dele!”.

Doença de Kawasaki

A doença acomete principalmente garotos de origem asiática. Na sua fase inicial, apresenta sintomas como febre alta por mais de cinco dias, conjuntivite, vermelhidão do tronco e da região genital.

A doença de Kawasaki é das vasculites mais comuns na infância. Ela se caracteriza por inflamações das paredes dos vasos sanguíneos provocadas por proteínas que o próprio sistema imunológico produz. A inflamação prejudica o fluxo de sangue e as células que dependem desses vasos para receber oxigênio. Assim como a maioria das vasculites, não se conhece a causa da Doença de Kawasaki.

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