Bombeiro faz triste relato sobre tragédia em Capitólio: “forma como rocha caiu agravou a situação”

Em um entrevista rápida neste sábado à GloboNews, após a tragédia que se abateu no cânion de Capitólio, em Minas Gerais, o porta-voz do Corpo de Bombeiros daquele estado deu detalhes sobre as operações de resgate empreendidas pela corporação depois do trágico acidente.

O tenente Pedro Aihara explicou  que o acidente foi agravado pela maneira com que as pedras caíram sobre os visitantes do local, que se desprenderam em forma de paredão.

Segundo o bombeiro, os cânions de Capitólio têm uma formação rochosa composta por rochas sedimentares e que, por essa razão, são muito mais vulneráveis à ação das águas e dos ventos que se formam no local.

Segundo ele, é normal o volume de água aumentar de maneira considerável a infiltração de água na rocha durante o mês de janeiro, o que acabou afetando a coesão da estrutura.

Como este ano as chuvas estão mais intensas, a infiltração foi tamanha que o paredão perdeu toda a sua coesão e veio tudo abaixo, ao mesmo tempo. No entanto, o militar ressaltou na entrevista um detalhe que acabou agravando a tragédia em Minas Gerais.

Segundo o bombeiro, a situação se agravou pela maneira com que as pedras vieram abaixo no acidente. Geralmente, as rochas vão se desprendendo de forma “fatiada”, isto é, vão se quebrando durante a queda. Mas dessa vez foi bem diferente pois as pedras caíram em forma de paredão, como um todo compacto.

Assista a entrevista do porta-voz dos bombeiros de Minas Gerais na GloboNews.

Noticia em atualização.

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